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Institucional

MENSAGEM DO DELEGADO DE POLÍCIA CARLOS LEBA

Fotos: Divulgação

ASCOM - Assessoria de Comunicação
13/03/2018 14h17 - Atualizado em 13/03/2018 15h30

MENSAGEM DO DELEGADO DE POLÍCIA CARLOS LEBA

Bom dia Prezados,

Fazer parte da Polícia Judiciária mais antiga do Brasil, uma senhora Instituição que chega até aqui com 210 anos, onde ingressamos há mais de 30 anos como Detetive, é uma honra - ladeado que se está de uma Equipe de homens e mulheres excepcionais, sem o que nada seria possível - e ao mesmo tempo um desafio - significativo por sua relevância no cenário nacional que, diante do contexto de complexidades estruturais do Estado, se viu dependente e desafiada em se ratificar como capaz de se reinventar e prosseguir, se mantendo de pé no momento mais difícil de sua gloriosa história.

As possibilidades de superação e continuidade administrativa com algum resultado eram remotas, mas a tenacidade, - agregada com a competência e o senso público de seus membros se impôs e o percurso, não obstante as dificuldades que iam surgindo, se converteu em meta.

Foi assim um período de busca pela sobrevivência, comprometida que estava a política pública pela ausência das condições de sua execução, diferentemente de se poder cogitar ausência da capacidade diagnóstica, de planejamento e de esforços operacionais, o que se agrava pela circunstância de as Instituições Policiais e seus integrantes aguçarem os mecanismos de avaliação não pelo o que se faz ou alcança, mas pelo o que não se conseguiu dar de respostas na tempestividade que corresponda aos diversificados e legítimos anseios de diferentes seguimentos.

A calamidade financeira se interpôs como o grande obstáculo para uma gestão minimamente racional.

A incapacidade de desembolsos para o Custeio, a improvável perspectiva de investimentos, a insegurança de fornecedores, as restrições impostas pelo extrapolar do “limite prudencial dos gastos com pessoal”, segundo os ditames da Lei de Responsabilidade Fiscal, são circunstâncias entremeadas com tantas outras, ora de cunho econômico - nacional e regional - ora de índole política e institucional, que viram nos arrestos e bloqueios um golpe fatal nas iniciativas que tentavam reorganizar o funcionamento da Instituição.

Um capítulo especial para a SUBADM e seguimentos afetos e Equipes que, dispostos a contrariar a desesperança, a apatia, as previsões de padecimento e “falência de portas abertas” que tanto se insinuava ao redor dos temas e providências que nos eram afetos, se lançaram ao desafio de buscar soluções na “reinvenção” da gestão quando a bússola apresentava defeitos. A busca por novos ímpetos de melhoria da governança encontrou assim uma liderança admirável, - competente, leal, destemida, com capacidade de avaliar e antever com refinamento analítico destacável. Guindou as angústias de todos e conectou o presente turbulento aos passos diários de esperança na direção que precisávamos.

Aqui se abre um espaço especial para o DGAF - Direção e Equipe que, como um coração que não admite parar de bater, que não admite parar de simbolizar o amor - pelo o que somos e pelo o que fazemos - se lançou na busca de soluções como “quem desconhece as estrelas e vai buscar leite no céu”.

Cumpre destacar aos principais problemas, ainda que em síntese, de forma a se buscar distinguir aos seguimentos e pessoas empenhados.

Antes, convém abordar as questões sobre as Pessoas, pois tivemos grande parcela de expectativas remuneratórias comprometidas, promoções retidas - as por Ato de Bravura, segregadas do universo regular de possibilidades justo no momento em que se reconhece a melhoria da Segurança Pública como suporte da recuperação da atividade econômica do Estado - que guardam pertinência com o necessário reconhecimento do valor da ação policial excepcional e repercute em seus valores mais caros, nos aspectos mais genuínos de suas aspirações profissionais, no seu reconhecimento pela família, pela sociedade e por seus pares.

Nossos quadros funcionais, à míngua e deficitário, ademais, ameaçado por proposições relacionadas à reforma da Previdência, preferindo se aposentar em um ritmo preocupante. Hoje um pouco mais de 8 mil - com cerca de 1/3 com Abono Permanência, parte de um universo que deveria contar com cerca de 26 mil.

Os esforços para a finalização de alguns certames e para a realização de concursos públicos para todos os cargos foram exaustivamente feitos. E não prosperaram.

O esforço para se buscar soluções de melhoria das condições de trabalho, salubridade, condições de saúde e bem estar e progressão na carreira foram - e vêm sendo - motivação para um incessante esforço. Nosso respeito e admiração pelos seguimentos DGRH, Policlínica, ACADEPOL (tenacidade e garra. Seu esforço se inscreveu em uma experiência acadêmica insuperável), SECOP e Equipes na apaixonante missão de pensar nas pessoas e em suas trajetórias. A PCERJ consolidou o desafio de não deixar ninguém para traz.

Em cada seguimento - de natureza Operacional por meio da atividade fim ou mesmo de natureza Administrativa por meio das Unidades de apoio - haverá uma demanda de natureza funcional, tecnológica, estrutural e logística. São vários e dramáticos os exemplos.

Mas há também vários exemplos de inequívoca superação - não raro por empenho pessoal. Cada qual fazendo mais até do que poderia.

Elucidação de vários casos com prisões e capturas de grande repercussão, seguidas Operações e Eventos, aperfeiçoamento operacional - não obstante o frequente comprometimento dos blindados, expostos a confrontos ferozes e mesmo pela ausência da nossa aeronave - mantida no solo por cerca de um ano pela falta de contrato - que ao final conseguimos recuperar para as condições de reemprego - e aqui um especial agradecimento aos Dirigentes e Equipes da SUBOP (o tom certo da liderança, do planejamento e da gestão de equipes de alta performance em missões de alta complexidade; - CECOPOL (visionário para novas lógicas de mobilização e apoio); CORE/SAER (ainda não inventaram o combate que vocês não possam enfrentar); DGPB, DGPC, DGPE, DGPI (ao ensejo de confirmar de maneira inequívoca que as Delegacias Distritais são o pressuposto de uma Polícia Civil forte e legitimada) e ASSINPOL (a exata dimensão entre a produção de conhecimento e utilização para quem de fato deve operar).

Para vocês, representando a todos os Funcionários da PCERJ, em todas as suas Unidades, a cada ação/operação, sempre se ouvia a pergunta "que Polícia é essa?".

Ouso dizer que é a Polícia Judiciária que não se compara, sendo, portanto, referência.

A melhoria dos coeficientes de resolução de crimes, com novas propostas de esforços produtivos, encontraram no escasseamento de recursos um desafio a mais. Nesse sentido, nossos agradecimentos ao esmero e competência dos DPAs na proposição/ execução de soluções produtivas nas respectivas áreas. Nos dados estudados está nossa matéria prima.

O que não dizer de nossa Perícia e dos nossos experts (ICCE, IIFP, IMLAP e IPPGF) e do desempenho de alto nível em condições tão precárias frente às pesquisas dos crimes de vestígio. São tão excepcionais e resilientes que nos trazem a esperança de que haverá um dia em que a Polícia Técnica e Científica terá plenas condições de funcionamento e que seus Especialistas terão do Poder Público e da sociedade em geral o tanto de reconhecimento que corresponda ao tanto de orgulho e senso de dever cumprido que trazem guardado no seu íntimo. Em tempo, as providências de recuperação do prédio da antiga sede do IML estão adiantadas.

Nossa Policlínica, dependente de Funcionários e insumos, resistindo com projetos e esforços, como o que estabeleceu, com a criação de um Serviço de Psicologia e Saúde Mental para o Policial e seus dependentes, busca-se ainda avanços que resolvidos trarão um novo alento. A luta pela implantação do modelo Policlínica Escola poderá trazer novos parceiros e novos recursos, pondo fim a sua histórica precariedade.

Nossa TI - a essência de nossos traços de diferenciação produtiva se viu ameaçada, mas não sucumbiu por conta de estratégias singulares e se organiza para um redirecionamento que lhe fortaleça. Nossos agradecimentos ao DGTIT, Direção e Equipe. Ali se abriga uma referência tecnológica de vigor e exemplaridade internacionais.

Muito se pode dizer da CFAE no desenvolvimento de rotinas e processos de trabalho, bem como estratégias de suprimento - alcançamos estágio avançado para a aquisição de novos equipamentos, armas e munições, com ênfase na melhoria de rendimento operacional e segurança dos equipamentos - de grande valor para os Policiais e sociedade nesse convívio com os riscos de efeitos colaterais no exercício profissional de enfrentar ao crime.

Não obstante as vinculações referidas - Administrativas e Operacionais - consignem-se nossas homenagens aos seguimentos ASPLAN (que reconceituou a prática do planejamento com um olhar de Política Pública responsável), CGDEAC/CIAC (que se viu em condições de se reposicionar ao trato dos acervos. As iniciativas para uma nova Base, com as condições e dignidade desejáveis, estão encaminhadas), ASSERIN (com o olhar necessário sobre o “meio ambiente externo” da existência organizacional. Que o fôlego para ações de prestígio aos Funcionários Policiais Civis se mantenha. Que um dos mais importantes projetos de prevenção primária da violência - Papo de Responsa - se fortaleça), CAC (com a sensibilidade de que os vasos comunicantes com a sociedade estão por nos fortalecer em transparência e responsabilidade social). Espero que nossos esforços para a instalação do 197 - os três dígitos dedicados à PCERJ - se efetive), ASCOM (nosso prestígio institucional, de onde se colhe respeitabilidade e reconhecimento, está vinculado à capacidade de se desenvolver estratégias de marketing institucional. De bem se comunicar. Que o esmero, a dedicação e a competência experimentados e demonstrados nessa perspectiva até aqui se consolide), CCCLD - LAB - LD e NUCC - LD (credibilidade a ponto de se converter em referência nacional. Nossa percepção sobre como potencializar as investigações e a própria Instituição encontrou nesse Grupo o encorajamento para a revisão de práticas e lógicas de trabalho), MUSEU (nossa vocação para fazer parte da história vem suscitando demandas sobre nossos acervos que estão por fazer merecer a compreensão geral de que não estamos à parte dos anseios sociais e dos esforços inclusivos. Antes, precisamos de respeito e com eles contribuir - pois os passos adiante são de aperfeiçoamento da coexistência com a sociedade), CCFC (firme; é muito importante saber que temos profissionais isentos e destemidos), CPL ( consagra o aperfeiçoamento das boas práticas - oriundas da lisura e da técnica. A gestão depende visceralmente dos acertos de seus processos de trabalho. Eis ali a usina de tranquilidade para qualquer gestor), DH (não por acaso tinha em seus Quadros o futuro Chefe), ASSEJUR (que mais do que “fiéis escudeiros” da Chefia de Polícia, guardiões da Instituição no plano da legalidade, nossa matriz. Fundamental para as inovações e melhoria da governança), ATA (que incorporou um olhar estratégico e corajoso em temas estruturantes e se dispôs à proposição de ideias e conceitos de grande valor institucional nos momentos de maior desassossego das convivências e intercâmbios internos e externos da organização policial civil), ARQUIVO GERAL / DEC (que colocou o tratamento do acervo e das evidências criminais acauteladas, com grandes complexidades jurídicas, logísticas e de processos de trabalho ao longo dos tempos, na rota da boa governança), ASSESSORIA Especial da SUBADM e ATE (o motor pressupõe a alavanca. O aditivo ao combustível que se precisava para irmos adiante), COINPOL (não é por acaso que a espada apoia a balança; sendo certo que não há organização que prescinda de controle, o senso de Justiça e equilíbrio que devem presidir as estratégias de correição / fiscalização foram fortalecidas com o pressuposto pedagógico das medidas e das providências), DPAM (vamos lá guerreiras. Continuem sem trégua no combate à essa violência visceral), CHEFIA DE GABINETE (a sorte de poder ter convivido e trabalhado com dois Profissionais de elevada competência e visões institucionais diferenciadas e tão consistentes. Personalizando o encantamento, devo dizer que encerramos a gestão com a satisfação de poder afirmar que escolhi - porque acabei descobrindo - não somente a um quadro técnico bem preparado em quem confiei imediatamente, mas uma benção. Deve a PCERJ mantê-la por perto).

Ademais, nosso respeito, admiração e gratidão às Equipes de Escolta, às Secretárias e aos Secretários. Sem vocês nada seria.

Aos companheiros que nesse percurso se aposentaram - que tivemos de perder - nosso muito obrigado. A Instituição ainda não se estruturou para ações de “retenção de talentos”. Nem mesmo possui um programa de treinamento prévio às aposentadorias. Fiquem bem, pois é de fato complexo se afastar de uma Instituição da qual se gosta tanto.

A todos os Policiais Civis de todas as Unidades da PCERJ nosso muito obrigado. Esforçamo-nos muito para honrar aos Srs. e às Sras. Para dignificar a confiança depositada em diferentes momentos e dificuldades.

A todas as pessoas que se posicionaram como parceiros institucionais.

Nossos agradecimentos à Equipe do Cerimonial - extensivo a todos os terceirizados e prestadores de serviços.

Atente a PCERJ para o vigor alcançado pela FAEPOL. Nas remodelações conseguidas, fomos de uma parceria edificante.

Devo reafirmar que não é possível sair dessa missão a mesma pessoa que entrou. Mas a maior complexidade está nos eventos em que se entregam bandeiras dobradas às famílias, quando se abraça aos pais, filhos, esposas, amigos, porque um de nós morreu. Não fomos feitos para morrer.

Eu não consigo catar as pétalas que flutuam.

Nossas homenagens aos que se foram um pouco antes de nós.

Aos representantes das entidades de classes, nosso carinho e respeito. Também nossa gratidão. Os dias da greve mais longa da história vivida na PCERJ foram marcantes e desafiadores. Mas sempre procuramos nos ombrear nos anseios e nas demandas. Há muito a ser feito. Lembro-me do estímulo às pautas estruturantes para além da superação das pendências salariais.

Novo momento, novas pessoas, novas diretrizes, - antigos desafios - pois as demandas atuais têm gênese em um complexo e intrincado processo de causas e relações. E sobre eles haverá de se pesquisar minudentemente ao passado - pois uma visão reducionista insiste em confinar a análise, tão somente, no presente.

Devo aqui asseverar o respeito e a valorização dedicados à PCERJ e ao nosso trabalho, demonstrados pela Equipe que recebeu a missão de instalar uma nova experiência de gestão e de convivência organizacional, ao que adiciono na centralidade da proposta de incondicional fortalecimento das Instituições Policiais Estaduais, o propósito de disponibilização de "janelas de oportunidades" enquanto durar essa modelagem - à evidência atrelada à perspectiva de nos possibilitar os recursos e apoios que não chegamos a ter.

Seguindo sua tradição de devotamento, conclamo a PCERJ para dedicar seu apoio incondicional à nova gestão da Segurança Pública do Rio de Janeiro, em especial ao novo Chefe de Polícia e Equipe - com dedicação nunca inferior a que se dedicou à gestão passada.

Nessa transição, cabe consignar nossas homenagens e agradecimentos ao DPF Antonio Roberto Cesário de Sá, o Exm°. Secretário de Estado de Segurança com quem a PCERJ se ombreou para enfrentar aos tantos desafios que incessantemente se ofereciam. Nosso respeito e admiração por sua competência e liderança.

Nosso respeito, com votos de sucesso, à toda sua Equipe.

Impulsionar a Instituição com expectativas tão complexas e heterogêneas foi um desafio e tanto. Tentei não esquecer de ninguém e me ofereci às pelejas de todas as demandas com a proposição / adoção de várias providências que não cabem aqui (ações restauradores, de reposicionamento) que me propus a tentar (mas que bom o retorno do Conselho Superior de Polícia - CSP, desde 1995/96 na SESEG. Que bom a DESARME, um case de sucesso). Há esforços encaminhados como conseguir o encaminhamento da nossa Lei Orgânica, autonomia de gestão para o FUNESPOL, superar os obstáculos das promoções por Ato de Bravura, o retorno da DRACO para a PCERJ etc.

Boa sorte ao novo Chefe e sua Equipe. Competência não falta para o mesmo e para os componentes do Grupo.

Estaremos à disposição (e no mesmo telefone).

Mas chegou a hora de parar. Eu fico por aqui (e a quem se sentiu esquecido peço desculpas, mas minhas orações e gratidão inclui a todos).

Abraço a todos.

Vamos em frente.