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Institucional

Sepol promove evento inter-religioso de combate à violência contra a mulher no Cristo Redentor

Fotos: Divulgação

ASCOM - Assessoria de Comunicação
25/08/2020 19h32 - Atualizado em 26/08/2020 22h29

A Secretaria de Estado de Polícia Civil (Sepol), por meio do Departamento Geral de Polícia e Atendimento à Mulher (DGPAM), realizou, nesta quarta-feira (26/08), um evento inter-religioso no Santuário Cristo Redentor, em alusão aos 14 anos de criação da Lei Maria da Penha, medida fundamental de combate à violência contra a mulher. A ação teve como objetivo reunir diversos órgãos que compõe a rede de proteção à mulher em todo o Estado e a sociedade civil, visando reforçar o combate a esse tipo de crime. Estiveram presentes na cerimônia líderes de várias religiões. No final, o monumento ao Cristo Redentor foi iluminado de lilás, cor internacionalmente ligada ao combate à violência doméstica.
 
De acordo com a diretora do DGPAM, delegada Sandra Ornellas, as estatísticas mostram que a casa é o lugar mais perigoso para uma mulher e, durante o isolamento social causado pela Covid-19, essas mulheres podem estar sofrendo violência sem conseguir pedir ajuda. “É necessário e urgente sensibilizarmos a população de que a violência doméstica é um problema da sociedade e todos devem estar unidos para a proteção e defesa dos direitos da mulher, ainda mais nesse momento em que elas podem estar se sentindo sozinhas em casa. Precisamos mostrar para elas que podem contar com uma rede de proteção e apoio”, destaca a delegada.
 
O secretário de Polícia Civil, delegado Flávio Brito, reforçou que a luta pela igualdade de gênero é de todos. "A policia civil tem conseguido, de forma ímpar, combater a violência de gênero. A igualdade de gênero na verdade é uma das forma pela qual as pessoas defendem a igualdade, direito fundamental de todos nós. E a igualdade tem uma característica muito interessante, porque ela é o que nos torna humanos. Os humanos serão humanos na totalidade quando nós formos iguais, quando todos os humanos forem iguais, nós de fato seremos seres humanos. A briga pela igualdade é uma briga de cada ser humano. Então cada policial precisa compreender isso enquanto cidadão e enquanto policial civil e defender isso como uma bandeira".

Redução de registros durante a pandemia - Ainda segundo a diretora do DGPAM, apesar de as DEAMs terem continuado a atender ao longo de todo o período de isolamento social, inclusive realizando diversas prisões em flagrante, houve uma diminuição nos registros de ocorrência, em alguns casos de até 50%. "Segundo o Monitor de Violência do Instituto de Segurança Pública (ISP), a redução do número de registros não significa que a violência contra a mulher esteja diminuindo, mas que pode haver subnotificação neste período de pandemia. Com a flexibilização do isolamento social, houve um considerável aumento no número de registros durante o último mês", afirmou.

Atuação das Deams - A delegada ressalta ainda o trabalho realizado pelas DEAMs, que resulta em indiciamentos e prisões de autores de violência doméstica. "Somente em 2019, as DEAMs indiciaram 16.703 autores de violência doméstica e familiar de diversas formas contra mulheres, além de solicitar 20.930 medidas protetivas de urgência. O resultado deste trabalho são os inúmeros mandados de prisão a serem cumpridos hoje", constatou.

Operação Athena - No último dia 07, o DGPAM realizou a Operação Athena para cumprir mandados de prisão de foragidos da Justiça por crimes de violência contra a mulher. Durante a ação, 57 agressores foram presos.