Logotipo da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro Logotipo do Facebook Logotipo do Twitter Logotipo do Instagram Logotipo do YouTube

PCERJ em Ação

Polícia Civil e Gaeco/MP prendem ex-vereador e mais seis pessoas em operação contra fraude no fornecimento de água em Caxias

Fotos: Divulgação

ASCOM - Assessoria de Comunicação
08/02/2018 18h42 - Atualizado em 11/08/2018 18h03

Policiais da 62ª DP (Imbariê) e agentes do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ) prenderam sete pessoas nesta quinta-feira (08/02), em operação denominada Imbariê, cuja origem em tupi-guarani significa “água suja”. De acordo com o delegado titular da 62ª DP, Marcos Santana, a ação ocorreu em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, e foi realizada para combate a fraudes no fornecimento de água no município - ocorridas em 2016.

Na Operação Imbariê foram presos, entre outros, o ex-vereador Francisco dos Santos, conhecido como Chico Borracheiro, o filho dele, Cristiano Cláudio Andrade dos Santos e a nora, Monique Helen Garcia Barbosa. Todos, segundo o promotor do Ministério Público, Rogério Lima Sá Ferreira, estão envolvidos em um esquema que fraudou em quase R$ 9 milhões o fornecimento de água a escolas públicas e postos de saúde da cidade do Rio.

Os outros mandados de prisão foram cumpridos contra dois funcionários da empresa Cris Duque de Caxias Transportes Eireli, Carlos Augusto da Silva Araújo e Fabrícia Carvalho Silva Alves, além de dois servidores da Prefeitura de Caxias, Cláudio Rodrigues de Oliveira e Décio Ferreira Rosa. De acordo com o promotor Fábio Correa de Matos Souza, os sete foram denunciados pelo MP-RJ por corrupção ativa e passiva e formação de organização criminosa e estelionato.

Segundo ainda o delegado Marcos Santana, a água era destinada a locais públicos pela Companhia Estadual de Água e Esgoto (Cedae), mas o grupo acusado articulou fraudes para desviá-la. E de acordo com a denúncia, a empresa Cris Duque de Caxias Transportes firmou contratos no valor total de R$ 8,8 milhões para fornecimento de água potável em carros-pipa para as secretarias municipais de Saúde e Educação. No entanto, a água era entregue às unidades de ensino, postos de saúde e hospitais em quantidade menor do que o descrito nas notas fiscais.

Apesar de as notas terem sido assinadas autorizando a cobrança junto à prefeitura, muitas vezes o produto sequer chegava às unidades do município. Ainda de acordo com a denúncia do MP, entre maio e agosto de 2016, Cristiano dos Santos orientava os motoristas da empresa a entregarem, para assinatura de diretores de escolas municipais de Caxias, notas fiscais de fornecimento de água apenas com o número zero no campo referente ao volume. Assim, após a nota firmada por diretores de escolas que não precisavam de água, Cristiano preenchia a lacuna com números como 10 mil ou 20 mil e cobrava da prefeitura por serviços que não havia de fato prestado. A ação dessa quinta-feira aconteceu em decorrência da operação Hydra I, que em 2015 investigava a venda de água imprópria para consumo a escolas estaduais.