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Polícia Civil e MP realizam operação para desarticular quadrilha de traficantes responsável por roubo de motos e cargas na Baixada

Fotos: Divulgação

ASCOM - Assessoria de Comunicação
15/05/2018 13h51 - Atualizado em 15/05/2018 14h19
por Camila Donato

A ação realizada pela DCOD com apoio da 55ª DP e Gaeco acontece na capital e municípios da Baixada Fluminense

Policiais da Delegacia de Combate às Drogas (DCOD) em conjunto com a 55ª DP (Queimados) e o Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) prenderam, nesta terça-feira (15/05), 14 integrantes de uma quadrilha de traficantes e ladrões de motos e cargas que atua na Baixada Fluminense. A ação, denominada Metástase II, é um desdobramento do inquérito que investiga uma organização criminosa com conexões nas comunidades Parque União e Nova Holanda, no Complexo da Maré.

Segundo o delegado Felipe Curi, titular da DCOD, a investigação que começou há cerca de um ano apontou que os criminosos agiam aliciando menores de idade para atuarem na linha de frente do tráfico e mulheres para fazerem o transporte de armas e drogas.

- Identificamos que a estratégia deles era usar menores tanto para a venda de drogas como para enfrentar a polícia. Os criminosos passaram ainda a cooptar pessoas sem anotações criminais, principalmente mulheres, que serviam para fazer o transporte das drogas e armas entre as comunidades do Rio para a Baixada – afirmou o delegado.

Durante as investigações os agentes identificaram que o bando atuava em dois pontos: o núcleo da Praia de Mauá, em Magé, subordinado ao traficante Charles Jackson Neres Batista, o Charlinho do Lixão e o núcleo do Complexo da Maré, que agia em parceria com traficantes de Duque de Caxias. Charlinho era responsável pelo tráfico de drogas em Magé e fornecimento de armas e drogas. Já o bando do Complexo do Alemão roubava motocicletas importadas de alto valor comercial.

A investigação também identificou Alexandre Carlos Ferreira do Nascimento Junior, o Mudinho ou MD, Fabrício Henrique Gomes do Nascimento, o Play e Julio Cesar Dias Andrade, o Puff como responsáveis pela morte do atleta de handebol George Felipe da Silva Pereira. O jogador foi assassinado durante uma tentativa de roubo de sua moto, em Duque de Caxias.

- Nós verificamos que esses criminosos agem incentivando o roubo de cargas na Baixada Fluminense. Eles fornecem armas para os ladrões em troca de parte das cargas roubadas – destacou Curi.

Os indiciados responderão pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico, porte ilegal de armas, homicídio, entre outros crimes, cujas penas somadas ultrapassam 30 anos de prisão.