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PCERJ em Ação

Secretaria de Polícia Civil do Rio conclui inquérito da estudante da Uerj morta por traficantes em Água Santa

Fotos: Paulo Toscano

ASCOM - Assessoria de Comunicação
07/01/2019 17h55 - Atualizado em 10/01/2019 17h42

A Secretaria de Polícia Civil do Rio (Sepol) concluiu o inquérito da morte da estudante da Uerj, Matheus Passareli Simões Vieira, 21, conhecida como “Matheusa”. De acordo com investigações da Delegacia de Descoberta de Paradeiro (DDPA), responsável pelo caso, “Matheusa” foi morta por traficantes no Morro do 18, em Água Santa, na Zona Norte, após tentar tirar o fuzil de um dos traficantes enquanto era julgada por um “tribunal do crime”. No inquérito, concluiu-se que “Matheusa” se desentendeu com os traficantes locais e tentou pegar a arma de um deles, sendo alvejada e seu corpo ocultado dentro da comunidade.

A estudante chegou ao Morro do 18, no dia 29 de abril, em surto após deixar uma festa no bairro do Encantado, a quase dois quilômetros do acesso à favela. Ela se identificava como transexual não binária, ou seja, não se enxergava nem como mulher nem como homem. Segundo a polícia, ela falava frases desconexas e estava sem roupa quando foi abordada por bandidos no Morro do 18 e levada para o alto da favela, onde passou por um “tribunal do crime”. “Matheusa” não soube explicar aos bandidos o que fazia no local.

Dois traficantes acusados de ordenar que o corpo fosse incinerado tiveram a prisão decretada pela Justiça: Genilson Pereira, conhecido como GG, e Messias Texeira, chefe do tráfico do Morro do 18. Eles são acusados de homicídio doloso e ocultação de cadáver. De acordo com a polícia, “Matheusa” foi baleada, esquartejada e incinerada. Por isso o corpo não foi encontrado. A Sepol trabalha ainda para identificar o autor do disparo.

A investigação foi concluída no final do ano passado e enviada à Justiça. Desde abril, quando a estudante de artes visuais foi morta, a Polícia Civil realizou uma série de diligências sobre o caso. Moradores foram ouvidos e imagens de câmeras de segurança instaladas no trajeto entre a festa onde a estudante estava e o acesso ao Morro do 18 também foram analisadas.

Dois traficantes acusados de ordenar que o corpo fosse incinerado tiveram a prisão decretada pela Justiça: Genilson Pereira, conhecido como “GG”, e Messias Texeira, chefe do tráfico do Morro do 18. Eles são acusados de homicídio doloso e ocultação de cadáver. De acordo com a polícia, “Matheusa” foi baleada, esquartejada e incinerada. Por isso o corpo não foi encontrado. A Sepol trabalha ainda para identificar o autor do disparo.