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PCERJ em Ação

Polícia Civil realiza ação para desarticular organização criminosa que coleta e vende animais marinhos em risco de extinção

Fotos: Divulgação

ASCOM - Assessoria de Comunicação
07/10/2020 14h14 - Atualizado em 07/10/2020 14h14

A Secretaria de Estado de Polícia Civil, por meio da Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas (DRFC), com apoio da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA), da 126ª DP (Cabo Frio) e do Ministério Público, realizaram, nesta quarta-feira (07/10), a "Operação Poseidon" para desarticular uma organização criminosa que coleta, armazena e vende animais marinhos da fauna brasileira em risco de extinção. A ação visa cumprir seis mandados de busca e apreensão na capital do Rio de Janeiro e em cidades da Região dos Lagos. Duas pessoas foram presas e mais de 100 animais apreendidos.

Segundo os agentes, os animais são coletados ilegalmente na cidade de Marataízes, no Espírito Santo, e são transportados para as cidades de Cabo Frio e São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos. Eles ficam armazenados em um depósito e são vendidos a lojistas de São Paulo, Santa Catarina, Minas Gerais, além da capital do Rio de Janeiro.

As investigações mostram que os presos são os operadores do esquema, que conta com pescadores e revendedores de animais e possui uma loja física para a comercialização em Cabo Frio. O grupo extraiu diversos tipos de peixes e invertebrados marinhos dos recifes de corais, como tubarões, arraias, cavalos-marinhos, estrelas-do-mar e corais ameaçados de extinção e cuja a coleta se encontra proibida por não serem recursos pesqueiros.

Ainda de acordo com os policiais, além do grave dano ambiental que a coleta indiscriminada causa ao meio ambiente, outro problema é que, uma vez retirados de seu habitat e misturados a outros animais exóticos durante o armazenamento, os peixes e corais não podem mais retornar ao local de origem por conta de risco biológico ao bioma marinho.

A investigação será finalizada após a análise do material apreendido durante a ação e os animais serão encaminhados ao AquaRio, onde, após passarem por quarentena, serão expostos ao público com o compromisso de estarem servindo de conscientização e educação ambiental.