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PCERJ em Ação

SEPOL apreende imóveis da “Liga da Justiça” avaliados em cerca de R$ 5 milhões

Fotos: Paulo Toscano

ASCOM - Assessoria de Comunicação
14/02/2019 15h00 - Atualizado em 14/02/2019 15h00

Durante ação para desarticular e prender os líderes da milícia denominada “Liga da Justiça”, a Secretaria de Estado de Polícia Civil (Sepol), por meio do Departamento Geral de Combate a Corrupção, ao Crime Organizado e a Lavagem de Dinheiro, desencadeou, na manhã desta quinta-feira (14/02), a operação Volante, que resultou na apreensão de quatro imóveis da quadrilha, avaliados em cerca de R$ 5 milhões, além de dinheiro e joias.


Na ação, os agentes cumpriram mandados de prisão contra 11 pessoas, sendo que 10 delas já se encontravam custodiadas no sistema penitenciário. Um dos presos, identificado como Márcio Gomes da Silva, que é ligado ao grupo criminoso, foi localizado em sua residência, em Itaguaí. A operação visava cumprir 20 mandados de prisão, expedidos pela Justiça, em vários pontos da Capital e na Baixada Fluminense.


“O objetivo mais importante foi atingido hoje, que era o sequestro dos bens dos membros dessa milícia. Esse é nosso novo foco, que visa a atender uma política de governo, determinada pelo governador Wilson Witzel”, comentou o subsecretario de Planejamento e Integração Operacional da Polícia Civil, delegado Fábio Barucke.


Wellington da Silva Braga, o Ecko, e seu irmão Luis Antonio da Silva Braga, o Zinho, apontados como principais líderes da milícia “Liga da Justiça”, encontram-se foragidos. O delegado também destacou a apreensão de cerca de R$ 125 mil em espécie, além de joias, que foi encontrado na casa do Zinho.


As investigações apontaram que Zinho era o responsável pela lavagem de dinheiro da organização. Com base em provas colhidas durante o inquérito, os policiais conseguiram identificar que alguns membros da quadrilha adquiriram bens imóveis utilizando dinheiro proveniente do crime.


A diretora do Departamento Geral de Combate a Corrupção, ao Crime Organizado e a Lavagem de Dinheiro (NUCC/LD), delegada Patrícia Alemany, explicou que os investigados, atuais proprietários desses imóveis sequestrados, avaliados entre R$ 800 a R$1,5 milhão, localizados nos bairros de Campo Grande, Recreio, e nos municípios de Seropédica e Itaguaí, não demostravam justificativa financeira compatível com esse patrimônio imobiliário.

A operação contou o apoio do Departamento Geral de Polícia da Capital (DGPC), Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (DRACO), Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE) e da Secretaria de Estado de Polícia Militar, por meio do Batalhão de Cães (BAC).